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Filinto Strubing Müller (Cuiabá, 11 de julho de 1900; Paris, 11 de julho de 1973) foi um militar e político brasileiro.

Graças ao seu patriotismo e denodado empenho no cargo de Chefe de Polícia do Distrito Federal (1933-1942) pode afastar o perigo de um regime comunista no Brasil, que tanto sofrimento trouxe para alguns países da Europa.

Biografia

Filinto Müller.jpg

Filinto Müller, Chefe de Polícia do Presidente Getulio Vargas

Formou-se aspirante a oficial, da Arma de Artilharia, pela Escola Militar de Realengo, no Rio de Janeiro. Bacharelou-se em Direito, em Niterói, no ano de 1938. Teve duas filhas, Maria Luiza Müller de Almeida, que também se bacharelou em Direito, em 1951, e Rita Júlia Lastra Müller.

Participou da Revolução de 5 de julho de 1924, em São Paulo, quando servia no Quartel de Quitaúna, como primeiro tenente do Exército Brasileiro. Com a retirada dos revoltosos, em 28 de julho de 1924, acompanhou o que viria a ser a Coluna Miguel Costa, este o principal comandante da revolta. Durante a trajetória dessa coluna, também conhecida como Coluna Prestes, Filinto Müller foi promovido de capitão a major das forças revolucionárias, em 14 de abril de 1925.

Escolhido para Chefe de Polícia do Distrito Federal (então no Rio de Janeiro) em 1933, pelo Presidente Getulio Vargas, permaneceu no cargo até 1942.

Nesse período trabalhou diuturnamente para debelar os focos de subversão comunista, muito ativos no país, principalmente, após a Intentona Comunista de 1935, quando, pela sua violência e insídia, mostrou todo o potencial anti-brasileiro dessa facção política.

Nessa tarefa, com ele colaboraram os seus companheiros do Exército, que dirigiam o DOPS do Rio de Janeiro:

  • Capitão do Exército Felisberto Batista Teixeira, Delegado Especial de Segurança Política e Social,
  • Capitão do Exército Afonso de Miranda Correia, delegado auxiliar,
  • Tenente do Exército Emílio Romano, chefe da Segurança Política do DOPS
  • Sargento do Exército Serafim Braga, chefe da Segurança Social do DOPS,
  • Tenente do Exército Amaury Kruel, Inspetor da Guarda Civil,
  • Capitão do Exército Riograndino Kruel, sub-inspetor

No martirológio criado pelos comunistas durante a campanha política do partido para as eleições de 1945 foi apresentado como um impiedoso patrocinador das mais cruéis torturas infringidas aos revoltosos de 35, adeptos daquela doutrina totalitária, entretanto, o Ministro Evandro Lins e Silva, advogado dos presos políticos na época, na última entrevista para a TV Câmara, antes do seu falecimento em 2002, afirmou que a tortura no governo de Getúlio Vargas era episódica, como ocorria em qualquer país do mundo.

Ao contrário do que se veicula, Filinto não foi o responsável pela extradição da espiã soviética Olga Benário para a Alemanha, pois, tal fato decorreu de decisão em processo de extradição requerida pelo governo alemão ao Supremo Tribunal Federal.

Outro fato importante a ser salientado é que o Brasil estava sob o regime constitucional da Constituição de 1934. Em 1935 não existia uma ditadura, nem os comunistas lutavam pela democracia.

Após a promulgação da Constituição de 1946, foi eleito quatro vezes senador pelo Estado de Mato Grosso, entre 1947 a 1973. Entre 1969 e 1973, foi presidente da Arena, o partido de sustentação do governo. Foi Presidente do Senado Federal em 1973. Morreu em julho de 1973, num acidente aéreo durante o vôo Varig 820, no Aeroporto de Orly, em Paris. Era, na época, líder do governo militar no Senado Federal. Recebeu na sua vida pública mais de dezesseis condecorações oficiais. No Senado Federal há uma ala em sua homenagem.

Cargos

Exerceu os seguintes cargos na administração do país:

  • Oficial de Gabinete do Ministro da Guerra - 1930
  • Secretário da Interventoria João Alberto em São Paulo - 1932
  • Oficial de Gabinete do Ministro da Guerra - 1932
  • Diretor da Guarda Civil do Distrito Federal - 1932
  • Delegado Especial de Segurança Política e Social (DF) - 1933
  • Chefe de Polícia do Distrito Federal - 1933 a 1942
  • Oficial de Gabinete do Ministro da Guerra - 1942
  • Presidente do Conselho Nacional do Trabalho - 1943 a 1945
  • Senador em 1947, 1954, 1962, 1970 a 1973
  • Lider do Governo na Maioria, 1955 a 1958
  • Vice-Presidente do Senado Federal - 1959 a 1961
  • Lider do PSD, a partir de 1961
  • Lider do Governo - 1964
  • Lider da Aliança Renovadora Nacional - Arena - 1966 a 1968
  • Lider do Governo e da Maioria a partir de 1969
  • Presidente da Arena - 1969 a 1973

Ver também

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